Estes dias estava no meu habitual momento de leitura quando li uma frase, que apesar de simples, encerra em si uma grande verdade:

“O propósito da vida é seres tu mesmo!”

Ao ler esta frase admito que fiquei estarrecido como algo tão profundo foi dito de uma forma tão simples.

Contudo, não deixa de ser curioso, que se lesse esta frase há alguns anos atrás, simplesmente me soaria a cliché.

Quando comecei a minha viagem pelo mundo do autodesenvolvimento, eu buscava mudar-me a mim mesmo.

Nessa época  eu não gostava do caminho que a minha vida estava a levar e dos resultados que obtinha profissionalmente.

Eu estava insatisfeito com a minha vida em geral.

Por isso iniciei uma campanha vertiginosa de ler todos os livros de desenvolvimento pessoal que consegui meter a mão.

Há medida que o tempo ia passando eu ficava cada vez mais confuso e o meu “problema” parecia mais difícil de resolver.

Muitos destes livros apresentavam abordagens e técnicas para pôr em prática que realmente eram úteis, mas mesmo após tentar aplicar esses conceitos e técnicas na minha vida, a coisa não fluía…

…e sempre que eu iniciava a leitura de mais um livro eu tinha a esperança de que “agora é que vai ser!!!”

….e no final de contas também “não era desta!”

Sentia-me como o cão a correr atrás do próprio rabo! .

… e a frustração em vez de aliviar ia-se adensando.

Depois deste caminho, hoje reconheço que nessa época  estava em busca de um novo “eu”, quando na verdade deveria estar em busca de “mim” mesmo.

E foi precisamente quando percebi e descobri quem verdadeiramente eu era é que as coisas realmente mudaram na minha vida.

Hoje já com a clareza do meu propósito eu ajudo as pessoas que se encontram insatisfeitas com o seu trabalho atual a definirem um novo rumo profissional.

 

Mas o que significa “O propósito da vida é seres tu mesmo!”? 

Nos primeiros anos da nossa vida estamos o mais próximo daquilo que é a nossa essência.

À medida que crescemos, vamos absorvendo, através daqueles que nos rodeiam, um conjunto de crenças, visões do mundo, formas de pensar e agir influenciadas não só através daquilo que vemos à nossa volta, mas também através das experiências que vamos tendo no nosso dia-a-dia.

Isso vai criando, a pouco e pouco, uma série de camadas por cima da nossa essência, tal como uma cebola.

À medida que isto acontece vamos ficando mais distantes dessa essência.

Com o tempo, deixamos de ser quem verdadeiramente somos, para passar a viver a vida conforme as regras dos outros (que na verdade também não são a deles mesmos) e da cultura social vigente.

Além disso o ser humano tem a necessidade inconsciente de ser aceite pelos outros, como forma de garantir a sua sobrevivência e integração social.

Neste sentido, por medo de ser rejeitado, o indivíduo vai-se adaptando e moldando às regras e orientações comumente aceites pela sociedade e pelo grupo onde se insere.

Um exemplo prático disso é o facto da pessoa dizer “sim” ao seu patrão, amigo, familiar…, quando na verdade queria dizer “não” a essa pessoa.

Outro exemplo é escolher uma determinada profissão, porque os seus pais (com a melhor das intenções) disseram para seguir detereminada área.

…e à medida que vai fazendo isto a pessoa vai-se afastando daquilo que verdadeiramente é.

É como se estivesse a viver a vida de uma outra pessoa, perdendo assim a sua autenticidade e a conexão consigo mesmo.

Ao viver neste estado de negação da sua essência, mais tarde, ou mais cedo surge a infelicidade a frustração na sua vida.

Por tudo isto é que as pessoas têm trabalhos que não as realizam, relacionamentos superficiais, bens materiais que não precisam pois fazem as suas escolhas mais em função dos outros do que da sua verdadeira essência.

E tu como tens vivido a tua vida?

Está próximo ou distante da tua essência?

Lembra-te que o primeiro passo da transformação pessoal é teres consciência de como está a tua vida hoje (por mais duro que isso seja)

Tem um ótimo dia.

Marcelo Silva

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